Influência do k-pop

O K-Pop, o korean pop, é um dos principais pontos que transformaram a Coreia do Sul em uma grande potência e um país que está ganhando força e atenção do público que, cada vez mais, tem o interesse de visitar Seul e outras cidades.

O crescimento da popularidade do K-Pop no Brasil, por exemplo, é um claro exemplo de como os coreanos estão utilizando a cultura como uma ferramenta de soft power para fortalecer sua posição no cenário global.

O soft power é um conceito das Relações Internacionais criado pelo cientista político Joseph Nye, que descreve a capacidade de um país influenciar outros sem o uso da força bruta, ou seja, investindo em cultura, valores e políticas brandas. O soft power utiliza-se da atração e persuasão para moldar as preferências e criar uma imagem internacional positiva.

Na Coreia do Sul, temos o incentivo da propagação da Onda Hallyu, ou a Onda Coreana. Em 2022, por exemplo, o governo investiu cerca de 13 bilhões de dólares, mais ou menos 69 milhões de reais na cotação da época, na área cultural.

A partir dos anos 2000, o K-pop e outras expressões culturais começaram a ganhar popularidade global, com grupos como BTS e Blackpink liderando essa expansão internacionalmente.

No Brasil, o K-pop começou a ganhar relevância em 2011, especialmente após o viral “Gangnam Style“, do cantor PSY. Atualmente, é um fenômeno entre jovens, incentivando o aprendizado do idioma coreano, aumentando o consumo de produtos culturais e até influenciando setores como gastronomia e turismo.

Grupos como Seo Taiji and Boys, que estreou em 1992, são considerados os precursores do k-pop moderno, sendo responsáveis por incorporar influências do pop ocidental e criar uma nova identidade para o gênero.

Desde então, outros artistas chegaram muito perto de se tornarem mundiais, mas o fenômeno BTS foi o que explodiu de fato o sucesso de política interna da Coreia do Sul. O grupo chegou a discursar na ONU, além de se apresentarem em diversas premiações ocidentais, trazendo ainda mais atenção para seu país. O BlackPink, um grupo feminino gerenciado pela YG Entertainment, também conseguiu espaço nesse cenário e as quatro garotas não se destacam apenas nas músicas, mas também foram nomeadas embaixadores culturais no país.

Segundo informações do Santander Trade, a Coreia do Sul recebeu quase 10 milhões de visitantes em seu país em 2023, um crescimento de 275,9% em relação ao ano anterior. Esse também é um aumento expressivo se compararmos dados de 2013, quando Seul recebeu pouco mais de oito milhões de pessoas.

Neste contexto, é importante notarmos que a estratégia de soft power aplicada pela Coreia do Sul está surtindo efeito e faz com que cada vez mais o público se interesse não apenas pela música do país, mas também a cultura, os costumes e o dia a dia comum, atraídos pelo k-pop e pelos k-dramas.

Outros grupos têm ganhado o cenário musical atualmente e são considerados da “nova geração”, trazendo frescor para os fãs do gênero que procuram fugir do óbvio e conhecer um pouco mais sobre o pop sul-coreano.

Se mantendo na superfície, mas já tendo um panorama mais amplo, podemos citar o nome de Stray Kids, aespa, ENHYPEN, New Jeans, TXT, BABYMONSTER, Zerobaseone, ITZY e muitos outros tomaram o cenário musical, se fazendo presente em grandes festivais no território norte-americano e premiações ocidentais.

Para conhecer doramas, ou os famosos k-dramas, a lista da Netflix está repleta de histórias que agradam o público mais romântico ou quem gosta de mistério, até o terror. Alguns títulos mais clássicos são: Descendentes do Sol, A fada do levantamento de peso Kim Book Jo, Mulher Forte Do Bong Soon, Moon Lovers e W Two Worlds.

Uma lista maior pode ser encontrada no aplicativo Viki, disponível para computador e celular, com um catálogo que abrange além das produções sul-coreanas e comporta filmes e séries chinesas, tailandesas e japonesas.